Suplemento alimentar é proibido pela ANVISA

julho 11, 2012 em BLOG por Carla Faraco

Publicado em Correio Brasiliense

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu ontem a comercialização, o uso e a divulgação do suplemento alimentar OxyElite Pro. Além disso, o turista que viajar para o exterior e retornar com o produto ou outros suplementos alimentares a base da substância dimethylamylamine (DMAA) – que não é regulamentada no Brasil -, como o Jack3D e o Lipo-6 Black, terá a mercadoria apreendida no aeroporto. No último dia 3, após receber informações sobre os efeitos adversos desse ingrediente, geralmente usado como estimulante para perda de peso e ganho de massa muscular, a Anvisaincluiu a DMMA na lista de substâncias banidas no país. A partir de agora, os médicos são impedidos de prescrevê-la. Ela passa a ser tratada como uma droga, o que impede que seja importada, mesmo para o consumo próprio como era permitido antes da nova regra.

A Anvisa também emitiu um alerta ao público em relação a esses suplementos a fim de evitar danos à saúde. De acordo com a agência, a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que vários países identificaram problemas associados ao uso da DMAA. Além de causar dependência, a substância pode provocar insuficiência renal, falência do fígado e alterações cardíacas, podendo levar a morte. Segundo o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Agenor Álvares, o DMAA tem sido adicionado indiscriminadamente aos suplementos alimentares, apesar de não existir estudos conclusivos sobre o uso de uma dosagem segura.

No alerta, a agência diz que algumas das substâncias usadas nos suplementos não podem ser consumidas sem acompanhamento médico e destaca que, na maioria das vezes, eles não passaram por uma avaliação de segurança. “Esses suplementos contêm substâncias proibidas para uso em alimentos como: estimulantes, hormônios ou outras consideradas como doping pela Agência Mundial Antidoping”, explica José Agenor. Ele frisa que o forte apelo publicitário e a expectativa de resultados mais rápidos contribuem para uso indiscriminado dessas substâncias por pessoas que desconhecem o verdadeiro risco envolvido. Ainda de acordo com a Anvisa, a maioria desses produtos não estão regularizados e são comercializados irregularmente.

A recomendação para quem quer usar suplementos alimentares é procurar um médico ou nutricionista para identificar se ele é seguro e está regulamentado pela Anvisa e desconfiar de produtos milagrosos. Quem já adquiriu produtos que contêm DMAA na composição deve buscar orientação na autoridade sanitária local. Para os que continuam livres para importação, Agenor aconselha aos consumidores que chequem se esses suplementos foram avaliados pelas autoridades sanitárias do país de origem e se não foram submetidos ao processo de recolhimento.

Produtos suspensos

A Anvisa suspendeu ontem a fabricação, distribuição, comercialização e uso dos preservativos Rilex, produzidos pela empresa Madeitex Indústria e Comércio de Artefatos de Latex. De acordo com a agência, a empresa usou de forma irregular o registro no órgão do preservativo Madeitex com espermicida, o qual não consta a marca ou nome Rilex em seu nome comercial. Por falta de registro, a agência também suspendeu todos os lotes do Shampoo Caspiol, usado no combate a piolho e lêndeas, da empresa Istael Batista de Aquino Cizoski-Extrato flor-do-campo.

Dicas

Saiba como identificar suplementos que não estão regularizados no Brasil. Desconfie de:

» Promessas milagrosas e de ação rápida, como “perca 5kg em 1 semana!”.

» Indicações de propriedades ou benefícios cosméticos, como redução de rugas, de celulite, melhora da pele etc.

» Indicações terapêuticas ou medicamentosas, como cura de doenças, tratamento de diabetes, artrites, emagrecimento, etc.

» Uso de imagens e ou expressões que façam referência a hormônios e outras substâncias farmacológicas.

» Produtos rotulados exclusivamente em língua estrangeira.

» Uso de fotos de pessoas hipermusculosas ou que façam alusão à perda de peso.

» Uso de panfletos e fôlderes para divulgar as alegações do produto como estratégia para burlar a fiscalização.

» Comercializados em sites sem identificação da empresa fabricante, distribuidora, endereço, CNPJ ou serviço de atendimento ao consumidor.

Mais informações podem ser obtidas junto à Central de Atendimento da Anvisa: 0800 642 9782

 

Fonte: Anvisa